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ESPETÁCULOS

 

REPERTÓRIO

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A Maravilhosa História do Sapo Tarô Bequê (2022)
Dramaturgia de Márcio Souza.

O espetáculo conta a história de Tarô Bequê, um sapo que vive inconformado com sua condição de bicho e sonha tornar-se humano. Movido por esse desejo, ele recebe a ajuda do Pai do Mato, que atende ao seu pedido de transformação. Contudo, o caminho para ser gente e os desafios surgidos fazem-no refletir sobre o que realmente significa ser humano. O espetáculo leva o público a pensar sobre os limites entre natureza e civilização e sobre o que realmente importa na vida.

 

 

Ambrozhya e o Phantasma da Arte (2019)
Montagem realizada a partir de parceria entre a AACA – Arte&Fato e a Companhia de Teatro Apareceu a Margarida.

Dramaturgia de Sérgio Cardoso.

Direção de Douglas Rodrigues.

 

Ambientado nos anos 1920, o espetáculo é uma tragicomédia que se desenvolve na fictícia cidade de Lazone e acompanha Ambrozhya Fagundes de Leão e sua família, que enfrentam a falência enquanto tentam manter viva a “Sociedade Líteromusical Leone Castomante”. A inesperada valorização de uma obra do pintor que dá nome à instituição reacende ambições e impulsiona a organização de uma celebração em sua memória, sob a sombra do misterioso “Phantasma da Arte”.


Entre interesses ocultos, vaidades e situações cômicas, a peça constrói uma crítica bem-humorada sobre o valor da arte, o oportunismo e os desafios da cultura em tempos de crise.

 

 

Flecha Borboleta (2016)
Inspirado na ópera Madama Butterfly de Giacomo Puccini.
Dramaturgia de Douglas Rodrigues.

 

Flecha Borboleta integra a trilogia teatral “O Outro entre Nós” e narra as consequências trágicas do amor entre uma indígena arqueira e um expedicionário americano, revelando tensões culturais, afetivas e políticas que emergem desse encontro. A relação entre os protagonistas expõe assimetrias de poder e evidencia os impactos da presença estrangeira em territórios marcados pela exploração e pela violência histórica.


A dramaturgia dialoga com o episódio conhecido como Massacre de Haximu, ocorrido em 1993 na fronteira entre Brasil e Venezuela, quando indígenas Yanomami foram mortos em ataque que se tornou símbolo das violações sofridas pelos povos originários.


Ao articular ficção e memória histórica, o espetáculo reflete sobre identidade, pertencimento, colonialidade e as marcas deixadas por relações atravessadas pela desigualdade.


Com linguagem poética e forte dimensão imagética, a montagem reafirma o teatro como espaço de denúncia e elaboração simbólica da memória coletiva.

 

 

O Menino por Detrás das Nuvens (2015)
Dramaturgia de Carlos Nazareth.

 

O espetáculo conta a história poética de um menino curioso que sonha em descobrir o que existe além das nuvens e dos morros que tocam o céu. Após um acidente que lhe rouba entes queridos, mergulhando-o em profunda solidão, ele encontra no circo itinerante uma nova família e o caminho para resgatar seus sonhos.


Transformando dor em imaginação, o pequeno aprendiz torna-se a memória viva da eterna reconstrução do circo, símbolo de resiliência, aprendizado geracional e da força da arte. Com elementos de circo, música e poesia, o espetáculo celebra a capacidade da infância de reinventar o mundo, enxergando beleza mesmo nas nuvens que escondem o desconhecido.

 

 

A Estrada (2014)
Criação a partir de dossiê elaborado por Egydio e Doroti Schwade, protocolado junto à Comissão Nacional da Verdade.
Dramaturgia de Douglas Rodrigues.

 

O espetáculo constrói sua dramaturgia a partir de dossiê elaborado por Egydio e Doroti Schwade, posteriormente protocolado junto à Comissão Nacional da Verdade, reunindo registros que restituem a perspectiva indígena sobre os massacres ocorridos no contexto da abertura da BR-174, em oposição às versões divulgadas pela imprensa da década.


Tendo como eixo o processo de abertura da BR-174, durante o regime militar, a obra aborda os conflitos desencadeados pela construção da estrada em território tradicional dos Waimiri-Atroari, no contexto do projeto de ocupação da Amazônia. Entre 1968 e 1974, a população indígena sofreu drástica redução em meio a confrontos com as forças armadas, episódio posteriormente registrado em obras como Massacre, de Padre Silvano Sabatini.

 

 

Ventos da Morte (2011)
Baseado nas obras Simum, de August Strindberg, e Yossel Rakover dirige-se a Deus, de Zvi Kolitz.
Dramaturgia de Douglas Rodrigues.

 

O espetáculo aborda as atrocidades cometidas pelo regime de Adolf Hitler, dando voz a homens, mulheres e crianças que testemunham os horrores vividos sob a violência sistemática do nazismo. A partir da reflexão sobre a brevidade da vida e a condição humana diante do extermínio, a montagem constrói sua dramaturgia inspirando-se em duas obras da literatura universal que atravessam questões existenciais, fé e resistência diante do sofrimento extremo.


Com direção e encenação de Douglas Rodrigues, o espetáculo transforma memória e testemunho em linguagem cênica, propondo uma reflexão profunda sobre humanidade, espiritualidade e permanência diante do inenarrável.

 

 

O Dia em que a Terra Dançou (2011)

Criado a partir da Bolsa Residência do Ministério da Cultura, realizada na Casa Vento Forte, em São Paulo (SP).

Dramaturgia de Douglas Rodrigues.

 

O Dia em que a Terra Dançou é um espetáculo simbólico inspirado no “Mito do Mar” e nas tradições orientais que narram o processo de formação de um guerreiro. A trama acompanha Yong (Corajoso), um jovem que sonha tornar-se samurai e, para isso, precisa enfrentar seu maior desafio: vencer o medo do mar e da morte.


Ambientada em um Oriente mítico, em meio às celebrações da primavera, a história entrelaça o imaginário das festas tradicionais japonesas à jornada íntima do protagonista, que atravessa nascimento, morte e renascimento em uma batalha alegórica contra o dragão vermelho. Ao transformar-se, Yong também muda o mundo ao seu redor, evocando a reconstrução e a esperança.


Concebido a partir de residência artística realizada por Douglas Rodrigues em São Paulo, em 2010, ano das comemorações da imigração japonesa no Amazonas, o espetáculo dialoga com elementos do teatro Nô, da ópera japonesa, do universo do mangá e da musicalidade do taiko, o tradicional tambor japonês, construindo uma poética cênica que une tradição e contemporaneidade.


O texto foi escrito especialmente para o ator Sérgio Lima, destacado intérprete do teatro amazonense, que faleceu pouco após a montagem do espetáculo, conferindo à obra uma dimensão ainda mais simbólica e memorial.

 

 

A Casa de Bernarda Alba (2011)

Dramaturgia de Federico García Lorca.

 

A peça, de Federico García Lorca, retrata a vida de Bernarda Alba e suas cinco filhas em uma pequena vila espanhola. Após a morte do segundo marido, Bernarda decreta luto rígido e absoluto, confinando as filhas em casa por oito anos, sem contato com o mundo exterior.


O ambiente fechado e opressivo intensifica as tensões entre as irmãs e desperta conflitos de desejo, honra e frustração, especialmente em torno de Angustias, a filha mais velha e única herdeira de uma pequena fortuna, e de Pepe el Romano, o homem pretendido por todas.


A recusa em aceitar mudanças, a rigidez das tradições e a repressão dos desejos pessoais conduzem a uma tragédia inevitável. A obra constitui uma poderosa crítica às normas sociais, às estruturas patriarcais e à repressão feminina na sociedade tradicional, marcada por forte simbolismo e tensão dramática.

 

 

Essa Tal de Natureza (2010)

Inspirado na obra literária de Leyla Leong.
Dramaturgia de Douglas Rodrigues.

 

A obra apresenta de forma lúdica e poética a reflexão sobre a relação entre humanos e o meio ambiente. A narrativa acompanha a história de um pássaro curioso que vive numa mata e questiona o que existe além dela. Ao descobrir um lugar feito de pedra e metal, sem vida natural, ele acaba ferido e retorna ao seu ambiente de origem para contar o que viu. A partir dessa experiência, personagens que governam diferentes reinos discutem a relevância da natureza.


O espetáculo levanta questões sobre ignorância, indiferença e ambições que ameaçam o planeta, incentivando uma atitude de respeito e preservação da natureza.

 

 

Gilda – O Romance da Moça Morta na Cidade Flutuante (2010)

Dramaturgia de Sérgio Cardoso.

 

Ambientada em uma cidade que vive sobre as águas, metáfora pulsante da própria Amazônia, a peça narra a trajetória de Gilda, jovem cuja morte prematura ecoa como lenda urbana e ferida coletiva. Entre memórias fragmentadas, relatos contraditórios e vozes que emergem do passado, a narrativa reconstrói o destino da protagonista e o imaginário social que a envolve.


A dramaturgia articula realismo e lirismo para investigar os limites entre verdade e invenção, desejo e repressão, vida íntima e julgamento público.


Gilda torna-se símbolo das tensões morais de uma comunidade que, ao mesmo tempo em que a consagra como mito, revela suas próprias contradições e silêncios.


Com atmosfera densa e poética, “Gilda – O Romance da Moça Morta na Cidade Flutuante” propõe uma reflexão sobre memória, culpa e pertencimento, transformando a cidade em personagem viva, que flutua sobre as águas, bem como sobre as histórias que escolhe contar e ocultar.

 

 

Bodas de Sangue (2009)

Dramaturgia de Federico García Lorca.

 

Bodas de Sangue é uma tragédia poética em três atos escrita por Federico García Lorca, parte da chamada trilogia rural, junto com Yerma e A Casa de Bernarda Alba. A história é ambientada no meio rural da Espanha e gira em torno de um casamento que se transforma em tragédia.


No dia do casamento, a noiva descobre que ainda ama seu antigo amante, Leonardo, que também é casado. Incapazes de resistir à paixão que os une, a noiva e Leonardo fogem do casamento, desencadeando uma perseguição liderada pelo noivo e sua família. Isso culmina em um duelo fatal entre o noivo e Leonardo, enquanto o desejo, o destino e as tradições sociais colidem, levando a um desfecho trágico marcado por morte e luto, refletindo sobre a força destrutiva das paixões e as convenções da honra na sociedade tradicional.

 

 

Yebá Burôh – A Índia Velha do Universo (2008)

Baseado na narrativa mítica do povo Tukano (Yepá Mahs).
Dramaturgia de Douglas Rodrigues.

 

O espetáculo presta homenagem aos povos do Alto Rio Negro e afirma-se como uma obra de memória e resistência. A partir da reflexão sobre a relação entre o ser humano e a terra, a narrativa estabelece um diálogo entre o indígena amazônico e o pensamento de Chefe Seattle, autor da carta-manifesto de 1854, texto no qual a terra é defendida como sagrada e inseparável da existência humana.


A peça promove uma profunda reflexão sobre identidade, território e a visão dos povos originários diante da invasão de suas terras no continente americano.


Com narrativa sonora e estética sensível, a montagem transita entre dimensões simbólicas, históricas e antropológicas, reconhecendo os saberes indígenas como fundamentos essenciais para a manutenção da vida e da sustentabilidade do planeta. Mais do que entretenimento, o espetáculo propõe um encontro com a memória ancestral e reafirma a atualidade das visões de mundo originárias na contemporaneidade.

 

 

O Labirinto de Januário (2006)

Dramaturgia de Ilo Krugli.

 

O Labirinto de Januário narra a trajetória de Januário, um menino curioso que deseja encontrar seu cavalo com asas e participar da tradicional festa das Cavalhadas. Para isso, ele precisa atravessar um labirinto misterioso, repleto de desafios simbólicos que misturam elementos da cultura teatral e mitológica. Ao longo desse percurso, o espetáculo explora temas urbanos e conflitos cotidianos, combinando linguagens simbólicas, música e elementos poéticos para refletir sobre identidade, tecnologia, fragmentação e o encontro consigo mesmo.

 

 

Cabaré Valentin (2006)

Baseado na obra de Karl Valentin.
Dramaturgia de Douglas Rodrigues.

 

"O registro fotográfico deste espetáculo está em fase de organização e será disponibilizado em breve.”

Cabare Valentin é uma peça composta por uma sequência de cenas e esquetes que retratam o ambiente e os personagens de um cabaré no período entre guerras da década de 1920 na Alemanha. A obra utiliza o humor, jogos de linguagem e cenas aparentemente absurdas para explorar as relações humanas e ampliar reflexões sobre questões sociais e políticas da época. A montagem combina elementos de teatro físico e comicidade, com números cômicos e situações inesperadas, assim criando uma atmosfera que remete à estética do cabaré histórico, mas com um olhar crítico e artístico que provoca o público a pensar e rir ao mesmo tempo.

 

 

As Donas do Apocalipse (2003)

Dramaturgia de Jorge Bandeira.

 

Espetáculo de caráter filosófico, *As Donas do Apocalipse* retrata o sofrimento e a resistência de duas mulheres que vivem um relacionamento afetivo em meio à ditadura militar brasileira. Ao acompanhar a descoberta do amor e o despertar da consciência política das protagonistas, a peça expõe as tensões entre desejo, liberdade e repressão em um período marcado pela violência simbólica e pelo silenciamento das diferenças. 


A dramaturgia articula lesbianismo e engajamento político a elementos fabulares inspirados em Alice no País das Maravilhas, criando uma atmosfera que transita entre realidade histórica e imaginação simbólica. O texto também dialoga com trajetórias de mulheres brasileiras que enfrentaram padrões conservadores e lutaram por emancipação, ampliando a dimensão histórica e crítica da narrativa.


Entre lirismo e contundência, a obra questiona os papéis impostos às mulheres e evidencia como, mesmo em contextos autoritários, a afetividade pode se tornar ato de resistência e afirmação de identidade.

 

 

A Gema do Ovo da Ema (2002, com remontagem em 2005)

Dramaturgia de Sylvia Orthof.

 

Uma aranha tecedeira narra a história de Coronel Firmino do Sertão, conhecido como Mamão-Macho, um homem autoritário que se considera dono de tudo e de todos no sertão onde vive. Ao receber um telegrama trazido por uma ema sobre a chegada de um navio repleto de turistas estrangeiros, o coronel decide que sua filha Zefa deve encontrar entre eles um marido rico para fortalecer sua posição social. No entanto, a doce Zefa surpreende a todos ao se apaixonar por Marujim, um jovem marinheiro pobre que lhe desperta a verdadeira alegria de viver.

 

 

Putz, a Menina que Buscava o Sol (2000, com remontagens em 2001, 2004 e 2007)

Dramaturgia de Maria Helena Kühner.

 

O espetáculo acompanha a trajetória de Putz, uma menina que não aceita ter a cor de sua mãe, nem a de seu pai ou dos irmãos, e decide ir em busca do Sol, que reúne todas as cores juntas. Em sua jornada, ela atravessa simbolicamente os reinos da terra, do ar, do fogo e da água, encontrando diferentes personagens e desafios que representam experiências de vida e crescimento.


A peça mistura teatro, movimento e elementos lúdicos para mostrar, de forma poética e imaginativa, a busca de Putz por si mesma, pela autonomia e pela realização de seus desejos.

 

 

A Vingança do Carapanã Atômico (1999)

Dramaturgia de Ediney Azancoth.

 

“Registro fotográfico indisponível devido a perdas em incêndio no acervo da Companhia.”

A peça aborda a tentativa de invasão da floresta amazônica por estrangeiros interessados em construir uma ferrovia para o Trem Azul. Perante a ameaça de derrubada da mata e de destruição do modo de vida local, os habitantes da floresta levantam-se em defesa de seu território. Eles convocam o herói Macunaíma, que, consciente de suas limitações como herói, invoca o Gênio da Floresta. Em resposta, ele recebe a Noite e um Carapanã atômico, dois protetores simbólicos, e juntos conseguem expulsar os invasores por dois mil anos, defendendo a floresta e sua integridade.